No Dia do Maqueiro, conheça a rotina e histórias de profissionais que movimentam os hospitais
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Colaboradores garantem o transporte seguro de pacientes e são fundamentais para o funcionamento das unidades de saúde
Em um dia movimentado, eles podem caminhar entre 20 e 23 quilômetros pelos corredores de um hospital. A rotina exige preparo físico, atenção constante e sensibilidade para lidar com pacientes em diferentes momentos da assistência. São os maqueiros hospitalares, responsáveis por conduzir pacientes entre diferentes áreas e garantir que cada deslocamento ocorra com segurança.
Entre as atribuições da função estão o transporte para exames, cirurgias, transferências internas e altas hospitalares.
Utilizando macas, cadeiras de rodas e berços, esses trabalhadores acompanham pessoas em diferentes etapas da assistência, sempre atentos ao bem-estar de quem está sob sua responsabilidade.
A relevância dessa atividade é reconhecida nacionalmente em nesta quarta-feira (18), data em que é celebrado o Dia do Maqueiro.
No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a equipe conta atualmente com 88 profissionais, sendo 26 mulheres.
Ricardo de Sá trabalha na unidade há 28 anos e atua como maqueiro há cinco. Para ele, a função exige disposição e responsabilidade.“Se eu falar que é um trabalho árduo, não estou brincando”, comenta.
Segundo Ricardo, é o profissional que acompanha de perto a dinâmica hospitalar e participa de diversas etapas do atendimento.
“Somos nós que levamos os pacientes para exames como ecocardiograma, ultrassonografia, tomografia, raio-X e coleta de laboratório, entre outros. Estamos sempre lado a lado com enfermeiros e técnicos para que tudo aconteça da melhor forma”, explica.
De acordo com a chefe do Núcleo de Mobilidade (Numob) do HBDF, Hermina Freitas, a equipe atende cerca de 120 solicitações de transporte por dia, o que representa aproximadamente 10 mil deslocamentos por mês dentro da unidade.
“Eles funcionam como as veias que fazem o sangue pulsar pelo hospital. Os pacientes estão em todos os lugares, do centro cirúrgico ao ambulatório, e são os maqueiros que garantem que esse sistema funcione”, afirma.
Mesmo diante da intensidade do trabalho, muitos profissionais encontram na função um propósito especial. Para o maqueiro José Cordeiro, a experiência diária também ensina valores importantes.
“A gente aprende muito sobre empatia. Um dia pode ser você ali precisando de ajuda. Por isso, buscamos oferecer sempre o melhor atendimento possível. É gratificante quando conseguimos arrancar um sorriso ou aliviar um pouco a tensão de alguém”, diz.
A maqueira Delta Rodrigues Pires destaca que, embora muitas vezes o trabalho aconteça nos bastidores, ele é essencial para a dinâmica da unidade.
“A gente contribui para o funcionamento do hospital inteiro, porque somos nós que garantimos o giro dos leitos. Muitas vezes o nosso trabalho passa despercebido, mas sem o maqueiro, o fluxo simplesmente para”, ressalta.
Histórias que ficam para sempre
Em meio à rotina intensa, algumas experiências acabam marcando profundamente a trajetória desses profissionais.
O maqueiro Marcos Mourão, que atua no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), relembra com emoção um episódio especial.
“O que foi marcante para mim foi quando fiz o transporte da minha própria tia, que estava internada. Foi gratificante poder ajudá-la naquele momento e receber o agradecimento dela. Infelizmente, depois ela acabou falecendo, mas aquela lembrança está guardada no meu coração”, recorda.
No HRSM, a equipe de maqueiros reúne 67 profissionais, sendo 22 mulheres e 45 homens.
Para a chefe do Numob da unidade, Márcia Darlene Lemos, o trabalho do grupo vai além da função logística e se conecta diretamente ao cuidado prestado aos pacientes.
“Mais do que conduzir macas pelos corredores, eles conectam pessoas, setores e histórias, permitindo que o cuidado chegue a quem precisa no momento certo”, conclui.
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