Equipes do IgesDF são capacitadas para agilizar diagnósticos e qualificar atendimentos
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Programa orienta profissionais sobre fluxo de pareceres em teleinterconsultas e fortalece a comunicação entre as unidades
Por Giovanna Inoue
Com o objetivo de fortalecer a comunicação entre as equipes e garantir mais rapidez aos diagnósticos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) apresentou, nesta terça-feira (17), cursos voltados à capacitação de profissionais
assistenciais sobre o fluxo de pareceres em teleinterconsultas.
O formato foi apresentado inicialmente a gestores e estará disponível, a partir da próxima semana, para médicos plantonistas e enfermeiros da gestão de leitos na modalidade de ensino a distância (EAD).
O curso tem como objetivo capacitar tanto os colaboradores que realizam as solicitações quanto os especialistas responsáveis pelos atendimentos, orientando sobre a forma adequada de elaborar e acompanhar os pareceres.
Segundo a chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Roberta, a iniciativa surgiu a partir da identificação de solicitações com informações insuficientes.
“Muitas vezes, faltavam dados importantes, o que gerava dúvidas aos especialistas e exigia intervenções, reduzindo a efetividade do processo. Por isso, foi elaborado um guia de orientações para os colaboradores, permitindo que o processo ocorra de forma mais
eficiente e sem ruídos”, explica.
Na avaliação do coordenador médico da UPA de Samambaia, Tiago Samuel, os cursos devem facilitar a troca de conhecimento entre as equipes e aprimorar a circulação de informações.
“A expectativa é reduzir o tempo de avaliação dos pacientes e, consequentemente, o tempo de internação”, afirma.
Durante a apresentação, o secretário-executivo de Tecnologia da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Deilton Silva, destacou os investimentos realizados para aprimorar os serviços.
“Estamos avançando em áreas como segurança cibernética e otimização da rede, com melhorias que impactam diretamente a gestão e a assistência ao paciente”, pontua.
O evento e as aulas foram organizados pelo Núcleo de Inovação e Saúde Digital (Nusad) e pela Gerência de Comando Estratégico (GCEST), em parceria com o Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e o Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted).
Como funciona
Reestruturada em 2025, a teleinterconsulta conecta médicos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) a especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Hospital Regional de Santa Maria e do Hospital Cidade do Sol.
A estratégia permite acesso mais rápido a avaliações especializadas, contribuindo para diagnósticos mais ágeis, redução de custos e melhoria da experiência dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).
A modalidade funciona por meio de um sistema digital integrado ao prontuário eletrônico MVPEP. Nele, o médico registra as informações clínicas e exames do paciente e recebe, em pouco tempo, um parecer técnico que orienta a conduta.
Atualmente, a teleinterconsulta atende especialidades como psiquiatria, cardiologia, nefrologia, pediatria, pneumologia, neurologia, infectologia, hematologia, endocrinologia, cuidados paliativos e clínica médica.
A expectativa é ampliar o serviço para áreas cirúrgicas, padronizar fluxos em parceria com a Secretaria de Saúde e consolidar o modelo como referência nacional.
No último mês, foi inaugurado o primeiro Complexo de Telessaúde da rede pública do Distrito Federal, consolidando a teleassistência como política permanente de qualificação do atendimento no SUS.
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