Pressão por eficiência e controle de despesas acelera adoção de sistemas integrados de TI, segurança e automação nas empresas


Diante do crescimento do corporativismo brasileiro e da pressão para reduzir custos e ganhar produtividade, empresas brasileiras têm acelerado a integração de sistemas de tecnologia, segurança e automação como estratégia para otimizar operações. A mudança ocorre em meio a um cenário de mais rigor orçamentário e busca por eficiência, levando organizações a rever suas estruturas para reduzir desperdício e ampliar o controle.


O novo modelo acompanha a digitalização dos processos e o aumento do volume de dados, que exigem respostas mais rápidas e decisões baseadas em informações confiáveis. As estruturas fragmentadas ainda podem se tornar gargalos, ao gerar retrabalho, inconsistência de dados e perda de eficiência operacional.


Segundo Cláudio Mohn França, CEO da Horus S/A Distribuidora de Soluções Tecnológicas, a integração deixou de ser uma tendência para se consolidar como prática estrutural nas empresas. Para o executivo, o avanço está diretamente ligado à necessidade de maior previsibilidade e controle na gestão.


“A integração de sistemas de segurança, TI e automação deixou de ser tendência e se consolidou como estratégia de redução de OPEX e crescimento, ao aumentar a produtividade e a segurança das operações. Elimina processos manuais, reduz erros e permite monitoramento em tempo real, além de dar mais controle e visibilidade ao gestor”, afirma.


Na prática, a digitalização tem impacto direto na rotina operacional. Mohn França explica que a eliminação de tarefas manuais reduz falhas e libera equipes para atividades mais estratégicas. “Quando a infraestrutura é planejada apenas para o presente, a empresa entra em um ciclo recorrente de upgrades, o que resulta em aumento de custos, desgaste operacional e perda de eficiência ao longo do tempo”, completa.


O avanço também se reflete no monitoramento e na gestão de ativos, com uso de sensores e softwares integrados. Segundo o CEO da Hórus, esse modelo amplia a visibilidade da operação e permite respostas mais rápidas a falhas, reduzindo riscos de interrupções não programadas.


“Com a integração, é possível antecipar falhas e agir de forma preventiva, reduzindo impactos na operação e aumentando a disponibilidade dos sistemas”, afirma Willy Alberto da Silva Gomes, gerente de Projetos da Hórus Distribuidora.


Em contrapartida, a ausência de integração pode gerar impactos relevantes. “Um exemplo prático está na falta de integração entre sistemas de detecção de incêndio e controle de acesso, pois, em uma emergência, ao ser acionado o sistema de incêndio, é fundamental que o controle de acesso libere automaticamente as portas para garantir a evacuação segura”, afirma Mohn França.


“O alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócios é o que permite transformar eficiência operacional em vantagem competitiva sustentável”, diz Raul Victor Guedes Vieira, gerente de Negócios da Hórus Distribuidora.


O executivo também aponta que o planejamento da infraestrutura ainda é um ponto crítico no país, especialmente diante do avanço da Inteligência Artificial e do aumento da demanda por dados. Nesse contexto, o diagnóstico técnico é considerado etapa essencial para garantir eficiência, integração entre sistemas e capacidade de crescimento sustentável das operações.