Acompanhamento contínuo no Hospital de Santa Maria aprimora a prática clínica e contribui para atendimentos mais eficientes
Por trás de cada atendimento odontológico, há decisões que exigem precisão, preparo e responsabilidade. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), esse cuidado é construído de forma compartilhada: residentes atuam com acompanhamento direto de especialistas em todas as etapas, em um modelo que alia aprendizado prático e atenção qualificada ao paciente.
Na unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração de hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da rede pública de saúde do DF, o trabalho conjunto entre profissionais em formação e especialistas contribui para decisões mais precisas e melhor organização do atendimento.
Desde o início da residência, os profissionais trabalham lado a lado com o corpo clínico, conhecido como staff, responsável por orientar desde a avaliação clínica até a definição do plano terapêutico e a realização dos procedimentos. A vivência prática, aliada à discussão de casos, consolida o desenvolvimento técnico.
Formado em 2025, o cirurgião-dentista Felipe Ribeiro Cardoso iniciou a residência em urgência e trauma em odontologia e destaca a importância desse suporte na rotina. “A gente tem o acompanhamento do staff em todos os momentos. Antes de qualquer procedimento, eles avaliam o caso com a gente, discutem a melhor conduta e seguem junto durante toda a execução. Isso traz mais segurança e ajuda muito no nosso aprendizado”, afirma.
Para o cirurgião bucomaxilofacial, especialista em cirurgias da face, mandíbula e boca, Waltencyr Neto, integrante do corpo clínico, a prática clínica é um dos principais motores do desenvolvimento profissional. “Cada caso é uma oportunidade de discussão e construção conjunta do melhor plano de cuidado. O nosso papel é orientar e conduzir esse processo, garantindo que o residente evolua com segurança e consistência”, explica.
Na área de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, que trata de problemas na face e na mandíbula, os residentes passam a lidar com situações mais complexas do que as vivenciadas na graduação, como fraturas faciais e deformidades, que exigem análise criteriosa e decisões precisas.
A autonomia é construída de forma progressiva. O residente inicia com a observação, avança para a atuação assistida e, à medida que desenvolve confiança técnica, assume papel mais ativo, sempre sob supervisão. Esse processo integra conhecimento teórico, prática e responsabilidade clínica.
Além do domínio técnico, a atuação também envolve aspectos essenciais do cuidado em saúde, como empatia, respeito e sensibilidade no atendimento. A construção de uma prática humanizada é parte fundamental desse percurso.
Atualmente, o HRSM conta com 20 especialistas no corpo clínico, distribuídos em áreas como bucomaxilofacial, ortodontia, urgência e trauma, odontologia hospitalar e radiologia. O modelo também está presente em outras unidades da rede administrada pelo IgesDF, ampliando a qualificação da assistência e contribuindo para a preparação de novos especialistas na saúde pública do Distrito Federal.


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